XÔ, SOLIDÃO: SERGIPE UNE FAMÍLIAS T21 EM REDE DE AFETO E INFORMAÇÃO
Com participação de referências na área, encontro fortaleceu a troca de experiências.
O auditório lotado, os abraços demorados e as conversas que se estendiam pelos corredores davam o tom do que seria o I Encontro Sergipano de Famílias T21. Não era um evento científico, a iniciativa cumpriu o seu objetivo de ser um espaço de acolhimento, troca e construção coletiva.
Realizado com a proposta de conectar famílias, profissionais e pessoas com Trissomia 21, o encontro marcou o início oficial da campanha de conscientização de 2026 em Sergipe, sob o lema “Amizade, Acolhimento, Inclusão… Xô Solidão!”. O evento aconteceu no último sábado, 28 de fevereiro, no auditório do Centro Médico Jouberto Uchôa.
Idealizado pela pediatra Kércia Alcântara, o encontro nasceu da necessidade de romper o isolamento que ainda atinge muitas famílias após o diagnóstico e mostrar a importância da inclusão para o desenvolvimento do T21. “Esse encontro nasceu de um propósito muito claro, que foi transformar o isolamento em pertencimento coletivo. Muitas vezes, as famílias e as pessoas com T21 se sentem sozinhas na jornada, e o que vimos ali foi a quebra desse ciclo”, destacou Kércia.
O evento reuniu especialistas de referência nacional e estadual, entre eles, o médico Zan Mustacchi, considerado uma das maiores autoridades do país na área, que abordou os fatores genéticos e ambientais relacionados à Trissomia 21. Além dele, participaram também o geneticista Emerson Santana, o pediatra Marco Valadares, a cardiopediatra Michelle Loyola e a psicóloga Araceli Matos, que compartilharam suas experiências no acompanhamento destas famílias em todo o estado.
A fisioterapeuta Roberta Mustacchi trouxe uma abordagem prática e sensível ao apresentar diversos casos que evidenciam a importância da fisioterapia desde os primeiros anos de vida.
“A fisioterapia é essencial para fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade. Exercícios físicos são recomendados para aumentar a resistência física e a postura”, destacou. Segundo ela, o acompanhamento adequado impacta diretamente na autonomia e na qualidade de vida ao longo dos anos.

