SILOS CENTENÁRIOS SE TRANSFORMAM EM MORADIA NO RECIFE ANTIGO

15 de janeiro de 2026, 13:54

A Moura Dubeux entrega a obra de um dos retrofits mais complexos do país, transformando antigos silos industriais em novas moradias


 


 No coração do Recife Antigo, junto ao Porto do Recife e ao polo de inovação do Porto Digital, um marco inédito de transformação urbana ganha forma com a conversão dos antigos silos do Moinho Recife em edifícios residenciais. As estruturas, que por décadas integraram o movimento industrial portuário, passam agora a desempenhar nova função na dinâmica da cidade, reforçando o potencial de reocupação e revitalização do bairro histórico. A entrega oficial da obra dos residenciais Silo 215 e Silo 240 aconteceu na última terça, 6 de janeiro, consolidando um dos projetos mais significativos da Moura Dubeux na valorização de patrimônio e na criação de novas possibilidades de moradia no Bairro do Recife.


 A transformação dos dois silos simboliza um movimento que vai muito além da construção civil. É a reafirmação de que a cidade pode crescer a partir de sua própria história, reocupando áreas estratégicas com planejamento, criatividade e respeito ao legado arquitetônico. Desde 2009, quando cessaram as operações originais do complexo, a estrutura permanecia sem uso. Agora, ressurgem como novos pontos de luz e convivência na paisagem do Bairro do Recife, ampliando o fluxo de pessoas, fortalecendo o comércio local e estimulando um cotidiano mais ativo e seguro.


Para Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, essa conversão, além da entrega de novos empreendimentos, é a materialização de um novo olhar para o centro histórico.


“Os silos têm uma força simbólica muito grande. Eles contam a história do Recife industrial, e transformá-los em moradias é dar um novo capítulo a essa trajetória. É uma obra que ressignifica o bairro e abre caminho para que mais pessoas voltem a viver no coração da cidade”, afirma. Os novos edifícios oferecem um total de 251 unidades residenciais, entre estúdios e apartamentos de um ou dois quartos, com metragens que vão de 19 a 68 metros quadrados, além de duas lojas que ocuparão o piso térreo das torres.


 Essa integração entre memória industrial e arquitetura contemporânea se estende às áreas comuns, que incluem rooftops conectados por passarela, piscinas aquecidas, lounge bar, academia, salão de festas, espaços de convivência e vistas amplas para o mar e para o tecido histórico da cidade.


Foto: Walter Dias