Ipesaúde alerta sobre doença que afeta mulheres e costuma ser confundida com obesidade
Especialista do Ipesaúde orienta como identificar a doença, destaca as diferenças em relação à obesidade e reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado
Dor nas pernas, sensação de peso, hematomas frequentes e acúmulo de gordura desproporcional em regiões como quadril e pernas. Esses são alguns sinais do lipedema, doença crônica que afeta predominantemente mulheres e ainda é pouco conhecida pela população. O Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado, já que a condição costuma ser confundida com obesidade ou sobrepeso.
O tema ganhou mais visibilidade após relatos de mulheres públicas, como a atriz Bárbara Reis, que revelou ter convivido por anos com os sintomas antes de descobrir o diagnóstico. Apesar de não ter cura, o lipedema possui tratamento e controle, proporcionando melhora significativa na qualidade de vida das pacientes.
De acordo com o médico angiologista do Ipesaúde, Igor Pereira, o lipedema é uma enfermidade inflamatória e sistêmica. “É uma doença crônica que afeta o público feminino. Trata-se de um acúmulo de gordura desproporcional em algumas áreas do corpo, muito dolorosas”.
Diferença entre lipedema e obesidade
Segundo o especialista, um dos principais desafios é justamente diferenciar o lipedema da obesidade.
Diferença entre lipedema e obesidade
Segundo o especialista, um dos principais desafios é justamente diferenciar o lipedema da obesidade. “Isso é o mais comum. Às vezes, é dado um diagnóstico errado de lipedema, sendo que a paciente não tem isso, tem obesidade. Então, o que difere muito uma condição da outra? O lipedema é uma doença crônica inflamatória. Tem características inflamatórias, uma gordura inflamada que faz com que a paciente sinta, na maioria das vezes, dor. Há uma sensibilidade muito grande, hematomas, sensação de peso nas pernas, e, na obesidade, a pessoa não vai ter isso”, destaca.
O médico explica também que o lipedema passou a ser reconhecido recentemente, o que contribuiu para anos de subdiagnóstico. “O lipedema é uma doença que foi introduzida no CID recentemente. Muitas mulheres tinham isso e não sabiam, pois era considerado apenas gordura. Mas descobrimos que é uma gordura inflamada, e o nome disso é lipedema”, afirma.
Ainda de acordo com Igor Pereira, angiologista (foto), fatores genéticos, hábitos de vida e alimentação podem influenciar diretamente na evolução da doença. O tratamento envolve controle da inflamação, mudanças alimentares, prática de atividade física e acompanhamento multiprofissional.

