HOSPITAL DE CIRURGIA REALIZA SEU PRIMEIRO TRANSPLANTE RENAL E REFORÇA AVANÇO NA SAÚDE DE SERGIPE
Procedimento histórico marca retomada dos transplantes renais na Rede Estadual de Saúde após 13 anos
Protagonista de avanços e pioneirismos na saúde, o Hospital de Cirurgia (HC) – no ano em que completa 100 anos de assistência aos sergipanos – realizou o seu primeiro transplante de rim, na noite desta terça-feira, 6. O procedimento marca a retomada dos transplantes renais pela Rede Estadual de Saúde após 13 anos e consolida o HC como o primeiro hospital filantrópico de Sergipe habilitado a realizar esse tipo de cirurgia de alta complexidade.
O transplante foi bem-sucedido e o paciente, o lavrador Josenaldo Oliveira Freitas, 25 anos, de Nossa Senhora da Glória, permanece sob observação médica. Ele convivia com a doença renal crônica há cerca de dez meses, dependia de sessões de hemodiálise três vezes por semana; e recebeu um rim esquerdo de um doador falecido, em um gesto de solidariedade de uma família que disse sim à doação de órgãos.
Sucesso do procedimento
O procedimento foi conduzido por uma equipe multiprofissional especializada, formada pela chefe do Serviço de Transplante Renal, a nefrologista Dra. Simone Oliveira; pelos urologistas Dr. Diego Marques, Dr. Bruno Garcia e Dr. Iure Carvalho; além da anestesiologista Dra. Caroline Gaudêncio. Os profissionais atuaram de forma integrada em todas as etapas do transplante.
“Foi tudo ótimo, uma bela cirurgia. Estamos muito satisfeitos com o resultado. Esperamos que o paciente se recupere e que dê tudo certo. Ele está no momento estável, sem nenhum tipo de medicação especial, fora do habitual”, informou Dr. Bruno Garcia.
A realização do transplante representa um marco para o Cirurgia e para a saúde do estado, ao ampliar o acesso dos pacientes renais crônicos a um tratamento considerado padrão-ouro e reduzir a necessidade de deslocamento para outros estados. Atualmente, o transplante renal lidera a fila de espera por órgãos no Brasil, com mais de 40 mil pessoas aguardando.
“É importante esse feito porque Sergipe precisava ter a independência dos transplantes. Estávamos exportando os nossos órgãos e, agora, com uma equipe do próprio do Estado, do Hospital de Cirurgia, estamos fazendo esse transplante, que está sendo formatado para ocorrer em alto volume. É algo para ser rotineiro, habitual ao longo dos anos”, explicou Dr. Bruno Garcia.

