GALERIA J. INÁCIO RECEBE EXPOSIÇÃO “OMINIBU” NESTA QUINTA-FEIRA, 5

03 de fevereiro de 2026, 15:50

Mostra do artista Lipe Beira Rios propõe visibilidade às vivências de terreiro e aos orixás por meio de uma narrativa visual potente e plural.

A Galeria de Arte J. Inácio, anexa à Biblioteca Pública Epiphanio Dória, recebe nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, às 18h, a abertura da exposição “Ominibu”, assinada pelo artista Lipe Beira Rios. A mostra segue em cartaz até o dia 28 de fevereiro e marca a ocupação do espaço por um projeto totalmente independente, desenvolvido sem apoio de leis de incentivo.

Para o artista, a proposta da exposição é materializar no espaço físico ideias e essências que, muitas vezes, existem apenas no imaginário de quem cultua os orixás. “É sobre concretizar no mundo físico aquilo que antes existia apenas no imaginário, tornando palpável a importância dos orixás na vida cotidiana, nas decisões, nas relações e na identidade. As obras transitam entre textos mais densos e reflexivos e outras mais leves e diretas, refletindo a diversidade do terreiro, com momentos de profundidade e de leveza. No fundo, é uma forma de afirmar presença e ocupar espaço”, destaca Lipe.

No dia da abertura, o público também poderá conferir o lançamento do curta-metragem “Bará”, que integra o universo conceitual da exposição. Com uma narrativa poética, o filme explora desejos e impulsos ancestrais que, personificados, transitam pela cidade de Aracaju e pelas matas de São Cristóvão, em busca de preenchimento no encontro com o outro.

A exposição “Ominibu” poderá ser visitada gratuitamente até o dia 27 de fevereiro, na Galeria de Arte J. Inácio, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, sem necessidade de agendamento prévio.

Sobre o artista

 

Lipe Beira Rios é artista baiano, natural de Paulo Afonso e que atualmente residente em São Cristóvão (SE), com produção que envolve pintura em diversas superfícies, tatuagem em peles negras, ilustração digital e trabalhos manuais. Estudante de Artes Visuais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), pesquisa paralelos gráficos entre tradições indígenas e africanas. Iniciou sua trajetória como tatuador e ampliou sua atuação para projetos de arte mural, telas e produções digitais, participando de feiras, mercados e exposições independentes.

Foto: Erick O'Hara