FAMES E POLÍCIA FEDERAL INICIAM CICLO DE PALESTRAS DO PROJETO NACIONAL GUARDIÕES DA INFÂNCIA

13 de julho de 2026, 11:00

A Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES) realizou, na sexta-feira (10), em parceria com a Polícia Federal, mais uma edição do Capacita FAMES, desta vez dedicada ao tema "Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes: Identificação, Prevenção e Fluxos de Atendimento". O encontro reuniu conselheiros tutelares e profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) das regiões do Baixo São Francisco e Agreste Central Sergipano.


A capacitação marcou o início de um ciclo de palestras que será promovido pela FAMES em parceria com a Polícia Federal, por meio do Projeto Nacional Guardiões da Infância. Ao longo dos próximos meses, representantes dos municípios filiados das demais regiões do estado também participarão da iniciativa, que tem como objetivo fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência por meio da qualificação dos profissionais que atuam diretamente no atendimento às vítimas e na prevenção da violência.


A palestra foi conduzida pela delegada da Polícia Federal, Paula Cecília de Santana, que apresentou dados sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes, abordou formas de identificação de sinais de abuso, medidas de proteção e os fluxos de atendimento que devem ser adotados pelos órgãos que compõem a rede de proteção.


De acordo com a delegada, o Projeto Guardiões da Infância é uma iniciativa nacional da Polícia Federal voltada à prevenção da criminalidade cibernética contra crianças e adolescentes e, em Sergipe, passa a contar com a parceria da FAMES para ampliar o alcance das ações de capacitação nos municípios.


Durante a apresentação, Paula Cecília chamou atenção para um dos principais dados apresentados no treinamento: 77,7% das vítimas de violência sexual no Brasil são menores de 18 anos. A delegada destacou que esse cenário reforça a necessidade de uma atuação integrada entre os órgãos da rede de proteção e da sociedade na identificação precoce de situações de violência.


Ela explicou ainda que crianças e adolescentes costumam apresentar mudanças de comportamento quando são vítimas de violência, o que exige atenção de familiares, educadores e profissionais que convivem com esse público. Também ressaltou que os órgãos de proteção não precisam aguardar a confirmação do crime para agir.