CAMPANHA MARÇO LILÁS REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO E DO DIAGNÓSTICO PRECOCE PARA COMBATER O CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
A Associação dos Amigos da Oncologia – AMO – se soma à campanha “Março Lilás”, que tem como objetivo principal alertar e conscientizar a população feminina acerca da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de colo do útero. A Instituição aproveita a oportunidade também para propagar o movimento “Por um Brasil sem Câncer do Colo do Útero”, que vem ganhando força nos últimos anos em todo o País com o apoio de sociedades médicas e de organizações sociais por incentivar mulheres adultas a realizarem seus exames ginecológicos preventivos e a se vacinarem contra o HPV.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar, até o final deste ano, 19.310 novos casos de câncer de colo do útero. Este número corresponde a um risco estimado de 17,59 casos novos a cada 100 mil mulheres, tornando-se o terceiro tipo de câncer mais incidente entre o sexo feminino no país. Apesar de ser uma neoplasia com grande possibilidade de prevenção e até de erradicação, esse tipo de câncer ocupa posição de destaque no país, figurando como a segunda neoplasia mais incidente nas regiões Norte e Nordeste e a terceira nas regiões Centro-oeste e Sudeste, refletindo importantes desigualdades no acesso às ações de prevenção, como a vacinação contra o HPV, e de detecção precoce, como o rastreamento e o tratamento das lesões precursoras.
DADOS LOCAIS
No estado de Sergipe, as estimativas para 2026 são de 230 novos casos de câncer de colo do útero – 50 destes somente em Aracaju. Já o risco estimado para o estado é de 19,12 casos a cada 100 mil mulheres, e para a capital sergipana, de 15,04 casos a cada 100 mil mulheres.
Apenas no primeiro semestre de 2025, a AMO recebeu 360 casos novos de pacientes oncológicos. Desse total, 234 foram mulheres e 55 com câncer de colo do útero, o que representa 23,5% do público feminino acolhido e aproximadamente 15% do total de novos pacientes acolhidos pela instituição no período.
SINAIS E SINTOMAS
Um dos maiores desafios para a detecção do câncer de colo do útero é que, em sua fase inicial e no estágio de lesões precursoras, a doença tem um comportamento silencioso e geralmente não apresenta sintomas. O aumento da prevenção e detecção nas últimas décadas está associado, em grande parte, à disseminação do rastreamento organizado por meio do exame preventivo (Papanicolau) e da adoção da testagem de DNA-HPV como método primário.
Entretanto, com a evolução do quadro, sintomas como sangramento vaginal irregular (fora do período menstrual ou após a menopausa), dor pélvica, dor ou sangramento durante a relação sexual e corrimento vaginal com coloração ou odor incomum são sinais extremamente importantes para buscar ajuda profissional imediatamente.
FATORES DE RISCO
O câncer de colo do útero é causado pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). Dessa forma, o principal fator de risco é a infecção pelo vírus, especialmente os tipos 16 e 18, que são responsáveis pela grande maioria dos diagnósticos.
Outros fatores, atuando como cofatores, podem influenciar a persistência viral e acelerar a progressão para o câncer invasivo. Entre eles estão a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras condições de imunossupressão, coinfecções por outras doenças sexualmente transmissíveis (como clamídia), o uso prolongado de contraceptivos orais e a multiparidade (ter muitos filhos).

