Secretaria de Estado da Saúde apoiará ações locais da mobilização nacional de enfrentamento ao Aedes aegypti

05 de Outubro de 2017, 11:20

O governo de Sergipe, através da secretaria de Estado da Saúde (SES), estará apoiando todas as ações de controle e enfrentamento ao Aedes aegypti, realizadas durante a mobilização nacional que acontecerá entre os dias 23 e 27 de outubro, por meio de uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS). A grande mobilização envolverá setores da educação, assistência social e saúde, resultando em atividades educativas, de promoção e de prevenção das doenças transmitidas pelo mosquito, a exemplo do zika vírus, dengue e febre chikungunya. Para definir todos os alinhamentos das ações, uma reunião foi realizada nesta quinta-feira, 05, no Núcleo Estratégico da SES, localizado no prédio da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Centro de Aracaju.

Na semana de combate ao vetor, a SES estará dando suporte aos municípios sergipanos, integrando ações e monitorando todos os trabalhos de enfrentamento e controle, com conseqüente consolidação de dados para análises. De acordo com Victor Santana Santos, referência técnica no controle das arboviroses no estado, serviço vinculado ao Núcleo de Endemias da SES, entre as ações a serem desenvolvidas pelos municípios e também sugeridas pelo MS, estão mutirões de limpeza urbana, palestras educativas, gincanas, apresentações teatrais realizadas em escolas e rodas de conversas, além de atividades em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“As atividades escolares serão lideradas por profissionais do Programa Saúde na Escola [PSE] dos próprios municípios sergipanos, que irão definir suas estratégias de acordo com a realidade local. Para monitorar e apoiar todas as iniciativas, a SES conta com a atuação do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde do Estado de Sergipe [Cosems], para que sensibilizem apoiadores por região de saúde, a fim de que os mesmos divulguem as ações que devem ser realizadas pelos municípios”, declarou Victor Santana. 

PSE

A referência técnica do PSE em Aracaju, Kátia Silvina Santos, ressalta que a equipe que integra o programa, seja eles referência técnica, supervisores e agentes de endemias, intensificará as ações já executadas comumente, a exemplo de reuniões com as equipes diretivas das escolas e posterior montagem de estratégias de combate ao Aedes, sendo as tais estratégias uma das diretrizes do PSE. “O combate ao mosquito transmissor do zika vírus, dengue e febre chikungunya perpassa pela construção de uma cultura de paz, visto que a manutenção de focos do mosquito numa dada residência pode gerar uma ação indesejada por parte dos moradores mais próximos. Em Aracaju, o PSE se mantém diretamente engajado com o setor de endemias, envolvendo, assim, agentes e supervisores dos bairros”, explicou.

A mobilização nacional é caracterizada como uma ação de prevenção, visto que o cenário nacional, no tocante ao Aedes aegypti, não é epidêmico. Não houve acréscimo de casos das três enfermidades, considerando que este ano Sergipe só apresentou dois registros relacionados à microcefalia, que estão sendo investigados e outros dois notificados, porém descartados. Os casos notificados são devidamente avaliados, tendo em vista a condição de que os mesmos podem não estar relacionados ao Zika vírus.

“Comparado a 2017, todos os estados brasileiros estão numa situação confortável, porém apta a intensificar as ações de combate ao vetor para que novos casos ou epidemias de zika vírus, dengue e febre chikungunya não surjam futuramente. Considerando que o comportamento natural das arboviroses também é percebido em momentos de picos, o MS quer aproveitar esse período para que todo o Brasil seja mobilizado, evitando a acomodação da população diante dos cuidados relacionados aos focos do mosquito. Tais cuidados, por sua vez, são pertinentes em decorrência da chegada do verão, cujos meses de fevereiro, março e abril são considerados críticos, no que diz respeito ao número de casos, conforme série histórica de epidemiologia”, explicou a coordenadora da Sala Situação da SES, Tereza Cristina Maynard.

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