Moradores de Nova Orleans se preparam para enfrentar furacão

12 de Julho de 2019, 13:40

Os moradores de Nova Orleans, nos Estados Unidos, se preparam para enfrentar severas inundações a partir da noite desta sexta-feira, 12, à medida que uma crescente tempestade tropical no Golfo do México evolui para o primeiro furacão a alcançar o território americano em 2019.


Meteorologistas preveem entre 25 e 50 centímetros de chuva para grande parte da costa do Golfo do México nesta sexta-feira e no sábado.


A tempestade tropical Barry formou-se no Golfo do México, com ventos de 85 km/h no início desta sexta-feira. Os moradores de Nova Orleans e das cidades próximas, escaldados pela tragédia provocada pelo furacão Katrina, em 2005, começaram a estocar água e alimentos e a fortificar suas casas com sacos de areia e barricadas.


Na noite de quinta-feira 11, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estado de emergência para o Estado de Louisiana, horas depois que a produção de petróleo da região foi cortada pela metade. As empresas de energia esvaziaram suas instalações de perfuração e uma refinaria costeira por causa.


Autoridades monitoravam um sistema de represas construído para conter as inundações ao longo da parte mais baixa do rio Mississippi, que passa pelo coração de Nova Orleans e está funcionando acima do nível de inundação nos últimos seis meses.


A prefeita de Nova Orleans, LaToya Cantrell, disse que a cidade não recomendou nenhuma desocupação voluntária ou obrigatória. Alertou, porém, que 48 horas de fortes chuvas podem sobrecarregar as bombas projetadas para limpar ruas e drenar o excesso de água na parte mais baixa da cidade.


A tempestade Barry será classificada como furacão quando os ventos atingirem 74 km/h, o que pode ocorrer nesta sexta-feira ou no começo do sábado, momento em que a parte central do fenômeno deve se aproximar da costa de Louisiana, informou o Serviço Nacional de Meteorologia. O enfraquecimento é esperado depois que Barry se desloque para o interior.


(Com Reuters)


FONTE: VEJA.