Dois prédios desabam em comunidade do Rio de Janeiro

12 de Abril de 2019, 03:34

Dois edifícios desabaram na comunidade da Muzema, no bairro de Itanhangá, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 12, deixando ao menos dois mortos e dois feridos.


Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 6h45 e está no local atendendo a ocorrência. Os oficiais estão enfrentando dificuldades para chegar ao local do desabamento: em virtude das chuvas, as vias estão interrompidas por árvores caídas e as viaturas não conseguem atravessar.



Centro de Operações Rio@OperacoesRio


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ITANHANGÁ | desabamento de imóvel provoca interdições na Estrada de Jacarepaguá, altura da Muzema. Bombeiros atuam no local.



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8h11 - ATUALIZAÇÃO | ITANHANGÁ: Equipes dos Bombeiros, Guarda Municipal e Políci Militar atuam no local. Defesa Civil, Light e Cedae foram acionados. pic.twitter.com/6Sx7v1sAHs


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Moradores participam das operações de buscas. Os dois prédios possuíam cerca de quatro andares e eram residenciais. “Foi um estrondo, muita correria e nevoeiro na rua. As pessoas estavam ou dormindo ou saindo para trabalhar quando aconteceu”, relatou a VEJA a estudante Suzany Leonel, de 19 anos.


Os prédios foram construídos em uma área de encosta e, de acordo com os próprios moradores, foram erguidos de forma informal. Fiscalizações da Prefeitura, dizem, são raras na região. Os dois edifícios que colapsaram abalaram as estruturas de um terceiro, vizinho a estes.


Chuvas


O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decretou estado de calamidade na quinta-feira 11 pelas chuvas que atingem a cidade nesta semana. O município registrou dez mortes em decorrência dos temporais e ultrapassou 50 horas ininterruptas em estágio de crise (o grau mais alto na escala de três níveis de periculosidade, por medição do Centro de Operações).


Caso o Ministério do Desenvolvimento Regional reconheça a situação da cidade, é esperada a facilitação na liberação de recursos para socorrer vítimas, reparar danos e adotar ações de prevenção em áreas de risco de desastre. O texto do decreto menciona as dificuldades financeiras da cidade para solicitar recursos federais.


FONTE: VEJA.