Congresso dos Detrans vai debater álcool, drogas e direção

05 de Outubro de 2015, 06:20

Motivo de amplo debate na sociedade, a combinação álcool, drogas e direção será discutida por especialistas em uma das mesas redondas durante o  Congresso Brasileiro da Associação Nacional dos Detrans – O jovem e a transformação no trânsito, realizado nos dias 2 e 3 de dezembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

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Recheado de polêmica, o tema tem fomentado cada vez mais o debate na sociedade e instituições ligadas ao trânsito. No encontro, um mediador e profissionais das áreas de fiscalização, medicina do tráfego e do poder judiciário abordarão os riscos que tais substâncias trazem para as ruas e rodovias do país quando associadas à direção veicular.

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Em vigor há sete anos, a Lei Seca se tornou importante aliada para punir os motoristas que insistem em associar álcool ao volante. Só em 2014, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou mais de 1,5 milhão de testes do “bafômetro” – o que representa uma média de 174 por hora e para cada 51 exames uma autuação.

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“O motorista que utiliza drogas para se manter acordado acaba viciado, sem muitas vezes se dar conta do que está realmente acontecendo e coloca em risco não somente a sua vida, mas de todos que cruzam seu caminho. É uma verdadeira bomba relógio, uma hora vai explodir”, afirma o inspetor da PRF Wilson Martines, um dos participantes da mesa redonda.
\r\nPara o juiz de direito Augusto Gluszczak Junior, coordenador do projeto Justiça e Sobriedade, iniciativa em que motoristas flagrados por embriaguez são submetidos a prestação de serviços em um hospital, a pena deve ser sobretudo de caráter educativo.

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“Nossa ideia é de que o Poder Judiciário não apenas obrigue o réu a pagar uma prestação pecuniária, mas que ele tenha contato direto com o sofrimento, no leito hospitalar, das vítimas do trânsito. As funções no hospital vão desde empurrar macas a atender parentes de vítimas de trânsito”, ressalta.

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Outro ponto importante em debate no Congresso é a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas das categorias C, D e E, que possuem a observação Exerce Atividade Remunerada (EAR) na habilitação.

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A medida foi proposta pelo Conselho Nacional de Trânsito e gerou polêmica quanto aos seus reais efeitos, custo e fiscalização, o que motivou ampla discussão na sociedade civil organizada e nos órgãos de trânsito.

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O objetivo do no exame toxicológico é flagrar motoristas que tenham consumido, nos últimos 90 dias, substâncias como maconha, cocaína e derivados, além da anfetamina – substância popularmente conhecida como “rebite”, de uso frequente por caminhoneiros e de alto risco para o trânsito.

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Fonte: AND.

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