COMBUSTÍVEIS: Etanol amplia vantagem sobre a gasolina neste mês.

14 de Setembro de 2018, 04:43

No momento em que o preço da gasolina atinge níveis recordes, o consumidor brasileiro está recorrendo mais ao etanol para abastecer o carro. Em setembro, a diferença de preço entre os dois combustíveis alcançou o maior patamar de 2018, de 1,83 reais por litro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa é de que o cenário permaneça assim até novembro, quando começa o período de entressafra da cana-de-açúcar, insumo do etanol, no Centro-Sul, principal região produtora.


Na primeira semana do mês, a coleta de preços da ANP demonstrou que um litro de álcool custa 59% do da gasolina, na média do Brasil. Para o consumidor, é melhor optar pelo etanol se ele custar até 70% do valor da gasolina, que tem mais poder calorífico e, por isso, melhor rendimento. Essa conta ficou especialmente favorável ao álcool neste mês porque a oferta do produto cresceu e a gasolina vendida nas refinarias da Petrobras ficou ainda mais cara. Com uma política de paridade com o mercado internacional, a estatal tem reajustado sucessivamente a tabela para acompanhar as oscilações externas e também a valorização do dólar frente ao real.


Na quinta-feira, a Petrobras anunciou um novo aumento de 1% no preço médio do litro da gasolina nas refinarias, para 2,25 reais. O reajuste, que entra em vigor nesta sexta-feira, 14, representa nova máxima histórica desde fevereiro, quando a estatal passou a divulgar o preço médio diariamente.


O litro do álcool está custando, em média, 2,69 reais no País, enquanto o da gasolina sai por 4,52 reais. Em São Paulo, o biocombustível está mais barato, 2,48 reais. “Esse é um bom momento para o consumidor aproveitar. É um período de alta da colheita da cana. Mas em novembro e dezembro começa a chover e os produtores vão recuperar seus preços”, afirmou o professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ (GEE) Edmar Almeida. De janeiro a julho, a produção de etanol no Brasil chegou a 9,7 bilhões de litros, 40,5% mais do que no mesmo período do ano passado, de acordo com a ANP.


FONTE: VEJA.